Milhares de pessoas oriundas de todo o país concentraram-se na tarde desta sexta-feira, 22 de novembro, no Terreiro do Paço, em Lisboa, tendo de uma forma pacífica se manifestado em defesa do mundo rural que, segundo os organizadores, está a ser atacado por decisões tomadas nas cidades sem enquadramento daquilo que é, efetivamente, a realidade do interior.

A ideia para esta manifestação surgiu logo no dia seguinte às eleições legislativas de 6 de outubro, tendo André Grácio, um advogado de Abrantes, lançado o apelo nas redes sociais

Os mentores desta ideia apresentam o movimento como totalmente apartidário e com um único objetivo, defender a ruralidade e uma faixa de território que está cada vez mais desertificada e que pode, com toda esta legislação, ficar mesmo ao abandono.

PUB

Nesta manifestação, em que participou um grupo de riomaiorenses, podiam se encontrar inúmeros caçadores, pescadores, agricultores, criadores de gado, canicultores e apicultores, entre outros. O líder do partido CHEGA, André Ventura, também marcou presença nesta concentração em defesa do mundo rural.

Para os promotores, esta é uma forma de colocar em cima da mesa decisões e medidas que ultrapassam o mundo rural. "Está em causa toda a sociedade. Apenas o desconhecimento da vida rural pode justificar as decisões e incongruências discursivas a que temos assistido", salientam.

Paulo Colaço, ex-membro do conselho de jurisdição nacional do PSD, anunciou ontem, 21 de novembro, a sua candidatura à presidência deste órgão que funciona como uma espécie de “tribunal” interno do partido, no congresso que se realiza entre os dias 7 e 9 de fevereiro do próximo ano, na cidade minhota de Viana do Castelo.

Saliente-se que o riomaiorense Paulo Colaço abandonou o conselho de jurisdição nacional do PSD em janeiro deste ano por discordar com o presidente da mesa do conselho nacional, Paulo Mota Pinto.

O candidato conta com os apoios da sua conterrânea Isaura Morais, e do presidente da distrital de Santarém, João Moura, ambos deputados da Assembleia da República, e do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias.

Recorde-se que Paulo Colaço concorreu a este mesmo cargo há dois anos, tendo sido derrotado por apenas 40 votos.

PUB

“Uma experiência de oito mandatos no CJN; o espírito de missão com que sempre os exerci; e a absoluta imparcialidade que – creio – me é amplamente reconhecida no PSD”, foram as “credenciais” que Paulo Colaço destacou na apresentação da sua candidatura.

“Em janeiro deste ano foi pública a minha demissão deste órgão, motivada pela lamentável conduta do presidente da Mesa do Conselho Nacional. Uma conduta que mereceu a apreciação negativa do próprio CJN”, frisou Paulo Colaço, que acrescentou: “Na altura, deixei claro que seria uma curta ausência, dado que voltaria a ser candidato, ainda mais motivado a defender no CJN um espírito de legalidade, coragem e equidistância face aos diversos interesses habitualmente em jogo num partido político”.

O candidato ao CNJ do PSD também não esqueceu as suas raízes, “ninguém pode esperar o apoio do país sem o prévio apoio da sua terra, por isso é com gosto que terei a meu lado a minha concelhia (Rio Maior) e o meu distrito (Santarém), materializado em três companheiros: Isaura Morais, presidente do PSD/Rio Maior e Secretária do Grupo Parlamentar do PSD; João Moura, Presidente da Distrital de Santarém; e Filipe Santana Dias, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior”, salientou Paulo Colaço.

O riomaiorense relembrou que no último Congresso a lista que encabeçou ficou a apenas 40 votos de ganhar a eleição, “é verdade que cada Congresso tem a sua história, mas este é um sinal de que trabalhar no CJN com honestidade, coragem e imparcialidade dá frutos duradouros”, destacou.

A concluir, Paulo Colaço referiu ainda que “no CJN, o meu objetivo foi sempre dar razão a quem a tinha, independentemente das relações de amizade ou da influência de quem não a tinha”, destacando que por essa mesma razão, o lema da candidatura será: “a Coragem dar razão a quem a tem”.

  • comercioenoticias

A empresa EDP Renováveis vai investir mais de 80 milhões de euros em produção de energia solar nos concelhos do Cartaxo, Azambuja e Alenquer.

A informação foi comunicada pelo presidente da Câmara Municipal do Cartaxo Pedro Magalhães Ribeiro depois de reunir ontem com comitiva da empresa, que integrava António Lobo Gonçalves, Administrador Delegado, Humberto Loureiro, Gestor de Projeto na área de Projetos Onshore para Portugal, e Hugo Costa, Diretor Adjunto em Portugal.

PUB

Para o presidente da Câmara, este investimento em painéis fotovoltaicos é “uma excelente notícia para o Cartaxo, para a região e para o ambiente”.

Nesta reunião, a empresa informou que o processo de licenciamento ambiental estará concluído em 2020, podendo o projeto ser iniciado em 2021.