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Com o pai cada vez mais debilitado, Jules se vê obrigada a buscar meios para a sobrevivência de ambos. Servir em Everless parece ser sua melhor opção.

 

 

Sinopse

No reino de Sempera, os ricos controlam tudo – até o tempo. Desde a era da alquimia e da magia, horas, dias e anos são extraídos do sangue e vinculados a moedas de ferro. Agora, aristocratas como a família Gerling prosperam por séculos, enquanto os pobres sangram até morrer.

E ninguém guarda mais rancor deles do que Jules Ember. Uma década atrás, ela e seu pai eram serviçais em Everless, a propriedade feudal dos Gerling, até que um fatídico acidente os obrigou a fugir. Agora, desesperada para ganhar mais tempo, Jules precisa retornar a Everless em meio às preparações para o casamento de Roan, o mais jovem Lorde Gerling, com a filha da Rainha.

Entre a inesperada bondade de Roan, a crueldade de seu irmão Liam e os terríveis rumores que rondam a Rainha, Everless traz mais tentações – e perigos – do que Jules jamais imaginou. As histórias de sua infância começam a ganhar outro significado, revelando um passado que ela mal reconhece e uma rede de nefastos segredos que podem mudar o seu futuro – e o curso do próprio tempo – para sempre.

Fãs de Victoria Aveyard, Kendare Blake, Stephanie Garber e Sarah J. Maas vão se surpreender com a ação, o romance e as intrigas dessa deslumbrante narrativa.

 

 

Everless - Prisioneiros do Tempo e do Sangue

 

No reino de Sempera, uma antiga lenda sobre a Feiticeira e o Alquimista é passada de geração em geração, sempre mencionando como o Alquimista enganou a Feiticeira e a transformou em um ser mortal ao ligar o sangue ao ferro e ao tempo. Assim surgiram as moedas de ferro-sanguíneo e toda a mitologia de Everless.

 

O jargão “tempo é dinheiro” nunca foi tão literal: Sara Holland abusa do clichê para criar uma trama angustiante onde todo segundo pode significar um momento decisivo nas vidas de pessoas que trabalham para ter tempo de vida, e gastam tempo de vida para trabalhar. O sangue é a moeda de troca mais cruel. Por conta disso, um dos principais pontos positivos da história é a agilidade da leitura. A escrita é fácil, leve e aposta em narrar os diversos acontecimentos divididos em capítulos escritos em um fôlego só, poupando tempo ao deixar de lado detalhes e grandes explicações. As informações necessárias ao leitor vão sendo apresentadas ao longo da trama por conta das descobertas feitas pela própria protagonista, Jules.

 

A crítica ao modo de vida selvagem imposto pelo capitalismo, nesse caso com a metáfora do sangue, ou tempo de vida, é muito boa e bem afiada. Nos faz questionar, durante a leitura, a rotina exaustiva de trabalhar para sobreviver, sem descanso, sem lazer, sem conseguir ter tempo para desfrutar dos diversos prazeres acessíveis só aos mais privilegiados. Não seria essa uma forma de “sangrar tempo” também?

 

A narrativa se dá em primeira pessoa, então a visão do leitor é bastante limitada quanto ao world building. É possível entender a existência de outros reinos, mas, como os habitantes de Sempera são proibidos de sair do território (recurso bastante providencial para que não haja a necessidade de uma construção muito profunda do cenário), o leitor fica apenas com aquelas poucas informações reveladas gradualmente. Jules também desconhece muita coisa, tendo sido criada numa espécie de bolha de proteção pelo amor e devoção de seu pai, mais um motivo para o pouco acesso a qualquer informação sobre Sempera, sobre a Rainha, sobre Everless ou até mesmo sobre a lenda da Feiticeira e do Alquimista.

 

Tantas limitações, ao mesmo tempo se provando úteis à fluidez do texto, também acabam por confundir o leitor e deixam a impressão de estarmos lidando com uma protagonista ingênua demais, até mesmo boba. Não posso deixar de mencionar também a falta de informações deixando lacunas na história e revelando alguns furos no roteiro e situações pouco plausíveis. No entanto, esses problemas não chegam a prejudicar completamente a narrativa, que se salva, sobretudo, pela capacidade da autora em criar uma atmosfera instigante e em conseguir manipular o leitor em alguns momentos. Muita coisa é previsível, até mesmo pela quantidade de clichês utilizados, mas mesmo assim o leitor é levado a ler avidamente apenas para confirmar teorias e fazer algumas descobertas realmente inesperadas.

 

Com relação às personagens, Jules é forte e faz o necessário para sua sobrevivência e para ajudar aqueles que ama. Mas é também muito influenciável, teimosa e inconsequente, ao ponto de irritar o leitor por suas atitudes levianas e desmedidas. O maior problema de Jules, na verdade, reside no príncipe de Everless, Roan Gerling. É impressionante como na maior parte do livro absolutamente todos os pensamentos de Jules convergem para o quanto ela o venera, o quanto ela anseia para ter um momento com ele. Se esse romance bobo tivesse sido deixado de lado, com certeza a história seria muito mais interessante e proveitosa. Me parece um desperdício de tempo – perdoem-me pelo trocadilho – e de páginas um enfoque tão sem sentido, quando a personagem está sempre correndo contra o relógio. E não é que eu seja contra romances! Apenas contra aqueles que não somam nada à narrativa.

 

Algumas das demais personagens são interessantes, na medida do possível, com algumas surpresas aqui e ali, mas a maior parte delas é bastante linear e previsível. Não houve um grande cuidado na construção delas. Outro problema é que muitas questões referentes a essas personagens são deixadas em aberto, sem pistas sobre o porquê de tal atitude ou sequer um destino para elas após aqueles acontecimentos. Imagino que o segundo livro tenha bastante coisa a esclarecer.

 

Everless, afinal, entrega o que promete: um entretenimento rápido, não muito profundo, mas certamente divertido, interessante e com uma mitologia muito boa, embora não tão trabalhada. Apesar dos defeitos, é fácil esquecê-los em face de uma escrita gostosa de se acompanhar. É um ótimo livro para sair de uma ressaca literária ou para voltar a ganhar ritmo de leitura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha Técnica:

 

Título: Everless - Prisioneiros do Tempo e do Sangue

Série: Everless vol. 1

Autora: Sara Holland

Tradução: Isadora Prospero

Editora: Morro Branco

Páginas: 368

Ano de lançamento (no Brasil): 2019

 

Link de compra:

https://amzn.to/2FPrKTk

 

Este livro foi cedido em parceria com a Editora Morro Branco.

 

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Na HQ Heimat, a ilustradora Nora Krug vai buscar o passado de sua família e seu envolvimento com a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial para tentar entender qual o seu lugar no mundo. Uma história provocadora, reflexiva e muito emocional.

 

 

Heimat --> "Termo que define o conceito de uma paisagem ou localidade real, imaginária ou construída, à qual uma pessoa [...] associa uma sensação imediata de familiaridade. Essa experiência é [...] passada de geração em geração, através da família e de outras instituições, ou por meio de ideologias políticas. Em seu uso comum, HEIMAT também se refere ao lugar (também entendido como um cenário) em que uma pessoa nasceu, onde vivenciou as primeiras socializações que influenciam enormemente na formação de sua identidade, caráter, mentalidade e visões de mundo [....] Os nacional-socialistas usavam esse termo para [...] associar a um espaço de afastamento, em particular àqueles grupos que estavam procurando se identificar com um modelo simplista para sua orientação psicológica."

 

 

Toda vez que lemos alguma coisa sobre os campos de concentração ou sobre a violência nazista durante a Segunda Guerra, nosso sentimento é de estarrecimento. Como um indivíduo foi capaz de causar tamanho mal a outra pessoa? As imagens muitas vezes falam por si só. Corpos jogados em valas coletivas, pessoas que perderam seus entes queridos, vidas destruídas. Essa narrativa acaba criando em nós um sentimento de repulsa em relação aos alemães. E quase sempre esse é um sentimento que acaba afetando nossa percepção até mesmo de alemães nos dias de hoje. Como se os descendentes ainda ficaram marcados pelos pecados de seus antepassados. Mesmo que neguemos isso, essa é quase uma associação inconsciente. Em frases pequenas como "isso é coisa de alemão" ou o ato de "judiar" alguém. Nora, sendo alemã, começou a ter também essa sensação de culpa. Se sentir responsável e responsabilizada pelos atos daqueles que estiveram ou participaram da ofensiva nazista. E, ao longo de Heimat, ela vai buscar um sentido para sua própria existência.

 

Heimat não é uma HQ comum. Está mais para um livro ilustrado que se debruça sobre um imenso projeto investigativo levado a cabo por Nora para buscar a participação de sua família naqueles anos de Segunda Guerra e de que lado eles se encontravam. O papel da editora foi organizar os relatos de Nora em uma narrativa concisa e que faça sentido para o leitor. E até fica um pouco de confusão porque em alguns momentos ela avança e retorna em seus relatos, revelando peças de quebra-cabeça que haviam sido juntos até então. Temos um corpus documental enorme seja com entrevistas orais levadas a cabo por Nora até documentos obtidos em arquivos públicos de Karlsruhe ou de Kurlsheim, duas cidades importantes para sua família. Então não esperem um quadrinho no sentido normal do termo, mas mais um relato investigativo. Eu adorei porque me permitiu me debruçar sobre essa questão da identidade de si e da culpabilidade a partir de outros olhos.

 

Toda a jornada da autora começa a partir do questionamento que ela faz sobre aonde se situa a sua Heimat. A palavra implica em uma sensação de pertencimento, algo mais psicológico do que geográfico. Se a gente puder fazer uma associação crua, seria o significado da palavra Lar. O que entendemos como o nosso Lar? É o lugar que nascemos? É onde nos sentimos acolhidos? É onde nossa infância foi identificada? Para os antigos gregos, Lar era um deus privado que protegia a casa. Esses deuses-lares se situavam no jardim de casa e tinham seus poderes advindos dos ancestrais que ali eram enterrados. Já a Heimat tem a ver com socialização. O dilema de Nora envolve o quanto outras pessoas associam o alemão a Hitler ou ao assassinato de judeus durante a Solução Final. Isso abala as estruturas emocionais dela, que se recusa até mesmo a se identificar como uma alemã. É nesse primeiro momento em que ela deseja ir até Kulsheim, lar da família de seu pai e entender se ela consegue entender a cidade como sua Heimat. Quem sabe assim, esse sentimento de culpabilidade esvanece um pouco.

 

 

Somos levados a Karlsruhe e a Kulsheim, lugar onde ela nasceu e lar ancestral da família Krug, respectivamente. É curioso a maneira como a autora quebra algumas de nossas noções pré-concebidas. Imaginamos que os judeus e ciganos passaram a ser perseguidos apenas durante o regime de Hitler, mas entender que Kulsheim tem uma história que vai desde a Idade Média como um lugar onde judeus eram mal vistos é chocante. Fica aqui a minha recomendação para a leitura de um livro chamado História Noturna, de Carlo Ginzburg (link para compra aqui) em que o autor vai demonstrando a partir da análise de uma série de casos de bruxaria o ato de perseguir judeus inocentes de crimes. Isso é apenas a ponta do iceberg. Kulsheim tem uma longa história dessas perseguições e vemos que mesmo quando os judeus obtinham alguns direitos e liberdades, elas eram apenas efêmeras, desaparecendo quando bem convinha. O que aconteceu quando os campos de concentração foram descobertos foi um baque para a sociedade alemã. O que parece em muitos casos (e Nora deixa isso bem claro em sua narrativa) é que houve uma certa indiferença quando os judeus eram levados ou transportados para outros locais. Era preferível tocar a vida em frente. Havia sim muitos apoiadores do regime, mas houve também o "dar de ombros".

 

Assim que os americanos "libertaram" as cidades alemãs, uma de suas primeiras ações foi levar os alemães das cidades próximas aos campos de concentração para que eles vissem as covas coletivas e tivessem contato com os sobreviventes. Em áreas rurais, fazendeiros alemães eram obrigados a transportar os corpos presentes nas valas em seus carros de boi e enterrá-los de maneira digna. Foi um choque de realidade para muitos. Não que os americanos fossem pessoas íntegras, até porque houve violência, injustiças e saques durante a ofensiva aliada no front alemão. Mas, o Holocausto precisava ser reafirmado para que não caísse no esquecimento. Acho até que a Nora poderia ter tocado um pouco no tema do negacionismo e do revisionismo que anda tanto em voga nos últimos tempos. Mas, bem, perdoável, porque a narrativa se foca na história de sua cidade e na de sua família.

 

O tempo todo, Nora fica tentando recuperar tradições e objetos tipicamente alemães como a cola-tudo, o band-aid, a bolsa térmica. De uma certa forma é uma maneira de entender como a Alemanha está dentro dela (se está). Outro recurso importante são as fotografias adquiridas por ela em sebos. É um trabalho fenomenal de juntar imagens e tentar buscar a história que está por trás delas. Na maior parte das vezes elas só servem mesmo para contextualizar um de seus argumentos já que Nora não conseguiu rastrear os donos das imagens. Entretanto, as imagens demonstram uma outra visão do alemão. Algo que vai se unir ao meu argumento que segue.

 

 

No fundo a história que Nora busca é apenas a de várias pessoas comuns que juntas fazem parte da sua árvore genealógica. Ela se foca em três personagens básicos: seu tio Franz Karl, seus avôs Willi e Annemarie. Franz Karl possui o mesmo nome de seu pai. Ele precisou combater no front russo da Segunda Guerra e acabou morrendo muito jovem, aos 18 anos. Orgulho de sua avó Annemarie, sua morte causou um impacto profundo em sua família. O que vai incomodar Nora é o quanto sua morte estava cercada de mistérios: onde ele morreu, quando morreu, e por que morreu. Através de uma minuciosa pesquisa, ela descobre que a data de falecimento de seu tio estava errada por alguns dias. Seu corpo esteve desaparecido por muitos anos até que eles o encontraram em um cemitério dedicado a soldados alemães na Itália. E esse encontro se deu muito mais porque ele tinha um nome igual ao de seu pai. Encontrá-lo e saber as causas de sua morte se tornou uma de suas obsessões. Nesse caso, não tinha a ver com seu propósito principal, mas trazê-lo de volta para casa. Dar um fechamento para seus familiares.

 

Já a narrativa de sua tia Annemarie mostra o quanto esses personagens são seres humanos, passíveis de erros e acertos. Por ser judia, sua avó tinha medo da perseguição provocada pela SS durante a década de 1930. Apenas por conta de seu casamento com Alois, que era um cristão, ela foi capaz de não ser tão alvejada. Contudo, em 1945, ela acaba sendo separada de sua família, enviada para a Áustria para uma espécie de casa onde ficavam o resto dos judeus que viviam em Kulsheim. Ao chegar lá, Annemarie precisou encontrar estratégias para sobreviver. Por exemplo, ela acabou se tornando testemunha de Jeová, para afastar os olhares daqueles que eram seus detratores. Isso fez com que sua imagem acabasse manchada com o final da guerra. A forma como ela criou seu filho Franz Karl (o pai de Nora) também é criticado. Por sua perda de seu primeiro filho, o segundo foi praticamente esquecido. Mesmo compartilhando do nome com o primogênito, sua existência não era sequer reconhecida. Isso criou a primeira cisão na família. O que vemos então é uma mulher lidando com a dor de sua perda. Da forma errada, mas lidando. O momento em que Nora finalmente consegue visitar Annemarie é emocionante e fecha muitas portas que estavam ainda entreabertas.

 

A história de Willi é mais complicada. Inicialmente ele era visto como um homem íntegro e que foi capaz de sobreviver mesmo diante de tamanhos problemas em que ele precisou lidar. Mas, a pesquisa de Nora revelou que ele foi nazista, apesar de ter votado no partido social-democrata. O mundo de Nora caiu por terra e ela precisou ir atrás da história de seu tio. Mesmo com todos os seus esforços, ela conseguiu apenas parte do relato a seu respeito. Não foi capaz de obter todas as resposta. Mas, caso é que seu tio tinha interesses por trás da afiliação à SS. Não era exatamente uma afiliação, mas algo que servia aos seus negócios. Outra ferida se relacionava ao fato de que Willi estava na loja que ficava em frente à sinagoga que foi incendiada inúmeras vezes. Mesmo tendo amigos judeus, Willi foi uma testemunha omissa e que nada fez para impedir ou para ajudar seus amigos. Ele fez parte de um grupo de milhares de alemães que buscaram tentar tocar a vida durante a guerra. Nem foram colaboracionista, nem foram rebeldes. Até onde podemos criticá-los? Será que se estivéssemos em seu lugar, teríamos feito diferente? Compreendo o raciocínio de Nora, mas existe muito por trás da decisão de uma pessoa. Principalmente quando esta decisão fere de alguma forma os seus princípios morais. O julgamento de Nora é um pouco duro em alguns momentos, porém compreensível, se entendermos que a visão que ela tinha de Willi era diferente antes de ela descobrir a verdade.

 

Nora encontrou sua Heimat? Possivelmente. Ela dá a entender que sim, e acredito que isso tenha muito mais a ver com uma paz de espírito, com a capacidade de perdoar e compreender a complexidade da vida das pessoas. Ela chegou a termos consigo mesmo, embora eu acredite que sua busca pela verdade seja mais uma jornada interior do que propriamente a obtenção dos fatos em si. Como o conceito tem a ver com o psicológico da pessoa, creio que ao conseguir alguns de seus objetivos, ela foi capaz de posicionar a si dentro do espaço em que ela vive. Até mesmo porque a identidade alemã dela sofreu uma metamorfose e passou a ser o que ela acredita que sejam suas memórias afetivas.

 

Falando dessa forma, a narrativa parece ser mais complexa do que aparenta ser. É que ela provoca uma série de reflexões interiores que nos fazem sacar uma ideia após a outra e encadeá-las em uma sequência que nem sempre é lógica. A maneira como eu refleti sobre esse romance se situa em um ponto quase semelhante à forma como Nora concebeu sua história. Como ela juntou suas peças e questionamentos e formou essa narrativa linda, terrível e melancólica ao mesmo tempo. Não me senti capaz de avaliar sua narrativa, portanto, apenas sentei em minha cadeira habitual e comecei a escrever uma série de ideias e opiniões sobre a história que eu li. Tenho certeza que cada um de vocês vai acabar conseguindo um significado diferente da leitura. E isso é o que torna a leitura desse quadrinho tão incrível.

 

Obra citada:

 

Ficha Técnica;

 

Nome: Heimat - Ponderações de uma Alemã sobre sua Terra e História

Autora: Nora Krug

Editora: Companhia das Letras

Gênero: Não-Ficção

Número de Páginas: 288

Ano de Publicação: 2019

 

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*Material enviado em parceria com a Companhia das Letras

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  • Paulo Vinicius

A premiação de fantasia e ficção científica do continente africano continua a apresentar muitas obras de qualidade para o mundo. Escolhida por uma Associação de Escritores Africanos, este é o terceiro ano da premiação. Conheçam o vencedor e os demais finalistas deste ano.

 

Vencedor:

 

"Água Doce" de Akwaeke Emezi

 

Ficha Técnica:

 

Nome: Água Doce

Autor: Akwaeke Emezi

Editora: Kapulana (no Brasil)

Gênero: Fantasia

Tradutora: Carolina Kuhn Facchin

Número de Páginas: 208

Data de Publicação: dezembro de 2018

 

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Sinopse: Água doce, de Akwaeke Emezi, é um livro como nenhum outro. Com uma linguagem crua e física, narrada majoritariamente na primeira pessoa do plural – Nós –, a obra renega a possibilidade de um “eu” único e uniforme, celebrando e advertindo sobre a vida em espaços liminares. Ada sempre foi estranha. Quando criança, vivendo no sul da Nigéria, a família se preocupa com ela e não a entendem. Enquanto Ada ainda estava no ventre, o pai rezou por uma filha, e Ala, a deus-píton, ouviu; mas algo deu errado: talvez os deuses tenham esquecido de fechar os portões, pois Ada nasceu com diversos seres dentro de si. Quando ela vai para os Estados Unidos para a universidade, um evento traumático acaba sendo o catalizador que transforma seus muitos “eus” em algo mais forte. Ada é ọgbanje – ela é vários, e apenas um. Os muitos espíritos que vivem dentro dela nunca se consolidam, mas, depois de quase (quase?) enlouquecer, Ada aprende a tomar a frente e controlá-los. Seu corpo transforma-se junto com sua mente, adequando a materialidade ao que os ọgbanje são: sem gênero, sem extremos, sempre liminares. Água doce narra uma jornada de autoconhecimento, crescimento e aceitação, da filha de um deus jogada no mundo com um pé ainda do outro lado.

 

Demais Finalistas:

 

"Filhos de Sangue e Osso" (O Legado de Orisha vol. 1) de Tomi Adeyemi

 

Ficha Técnica:

 

Nome: Filhos de Sangue e Osso

Autora: Tomi Adeyemi

Série: O Legado de Orisha vol. 1

Editora: Rocco (no Brasil)

Gênero: Fantasia

Tradutor: Petê Rissatti

Número de Páginas: 560

Data de Publicação: outubro de 2018

 

Link de compra:

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Sinopse: Zélie Adebola se lembra de quando o solo de Orïsha vibrava com a magia. Queimadores geravam chamas. Mareadores formavam ondas, e a mãe de Zélie, ceifadora, invocava almas. Mas tudo mudou quando a magia desapareceu. Por ordens de um rei cruel, os maji viraram alvo e foram mortos, deixando Zélie sem a mãe e as pessoas sem esperança. Agora Zélie tem uma chance de trazer a magia de volta e atacar a monarquia. Com a ajuda de uma princesa fugitiva, Zélie deve despistar e se livrar do príncipe, que está determinado a erradicar a magia de uma vez por todas. O perigo espreita em Orïsha, onde leopanários-das-neves rondam e espíritos vingativos aguardam nas águas. Apesar disso, a maior ameaça para Zélie pode ser ela mesma, enquanto se esforça para controlar seus poderes ― e seu coração.

 

"Knucklebone" de Nechama Brodie

 

Ficha Técnica:

 

Nome: Knucklebone

Autor: Nechama Brodie

Editora: Pan MacMillan

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 390

Data de Publicação: fevereiro de 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse: Sangomas e policiais não se misturam. Normalmente. Mas, isto é Joburg, uma metrópole que é igualmente luz e sombras, e onde nem tudo pode ser facilmente explicado. Ian Jack, um ex-oficial de polícia desiludido, se une com Reshma Patel, um colega de sua antiga vida, para investigar uma invasão à domicílio de rotina que acabou mal. Mas quando eles descobrem ligações com um possível tráfico ilegal de animais e um sindicato do tráfico, as coisas vão de complicadas para perigosas até o puro mal.

 

"A Spy in Time" de Imraan Coovadia

 

Ficha Técnica:

 

Nome: A Spy in Time

Autor: Imraan Coovadia

Editora: Rare Bird Books

Número de Páginas: 296

Data de Publicação: agosto de 2018

 

Link de compra:

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Sinopse: Enver Eleven tem vinte e cinco anos e está pronto para a aventura.

 

Ele é o mais novo recruta da Agência, ansioso por saltar através de seu primeiro portão rumo a um tempo não familiar. Na cidade natal de Enver, Johannesburg, pessoas de pele clara são uma raridade e tem sido assim por séculos. As pessoas de Johannesburg foram poupadas dos rigores do apocalipse por causa dos túneis com milhares de quilômetros pasando sobre eles.

 

As máquinas pensante da Agência lhe deu a primeira missão em Marrakesh, prósximo do ano de 1955. Seu supervisor é o forte e taciturno Shanumi Six.

 

Sua missao: prevenir o apocalipse de acontecer novamente.

 

Mas, quando um grupo de portadores do caos sequestram Shanumi, Enver deve passar pelos lugares mais explosivos da linha temporal - Rio de Janeiro 1967, Johannesburg 2271 - em uma missão para preservar nossa própria existência. Sua jornada irá levá-lo para o meio de uma catástrofe que irá forçá-lo a colocar suas pressuposições a um teste em uma atmosfera de conspiração e intriga.

 

"The Strange" (Linked Worlds vol. 3) de Masha du Toit

 

Ficha Técnica:

 

Nome: The Strange

Autora: Masha du Toit

Série: Linked Worlds vol. 3

Editora: Auto-Publicado

Gênero: Ficção Científica

Número de Páginas: 588

Data de Publicação: novembro de 2018

 

Link de compra:

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Sinopse: A detetive Elke Veraart e seu ciber-cachorro Meisje são mantenedores da paz, patrulhando o Olho da Babilônia. É um bom trabalho, mas existe mais na vida do que perseguir traficantes e resolver disputas domésticas! Então três crianças pedem a Elke para encontrar sua mãe, que desapareceu por mais de um ano. A busca atrai o tipo errado de atenção. Elke e seus jovens amigos estão em perigo. Incapaz de resistir aos poderes que foram liberados contra ela, Elke é varrida para fora do Olho da Babilônia e rumo a outro mundo. Enquanto ela luta para recuperar sua liberdade, as crianças estão desprotegidas. Eles devem encarar, completamente sozinhos, um novo perigo que espreita os corredores do Olho da Babilônia. The Strange é o terceiro livro da série Linked Worlds.

 

"Empty Monsters" de Cat Hellisen

 

Ficha Técnica:

 

Nome: Empty Monsters

Autora: Cat Hellison

Editora: Auto-Publicado

Gênero: Fantasia

Número de Páginas: 398

Data de Publicação: fevereiro de 2018

 

Link de compra:

https://amzn.to/2SMzk8S

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse: Aden Onnery é o filho mais velho de uma família de viúvas que usam seus poderes para erradicar a magia. Como um garoto, ele nunca imaginou assumir o manto dos Onnery, mas um acidente de nascimento o deixou marcado e estranho. Por toda a sua vida, ele acreditou que os Onnery destruíam os monstros que trariam o fim de seu povo, até que ele é forçado a entrar em uma barganha com um mágico sobrevivente. Para salvar sua irmã da cruel lei dos poderes coloniais, Aden escolhe entrar em um mundo fora de sua experiência e ir contra tudo o que ele foi ensinado a acreditar. Ele deve ajudar a salvar a própria coisa que sua família busca exterminar - uma linhagem mágica em seu povo. Ao fazê-lo, Aden irá confrontar a verdade que os monstros estão sua própria família.

 

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