Já pensou o que acontece quando uma rede de pesca é abandonada no #mar?

 

Ela continua pescando indiscriminadamente!

 

Não só redes, como armadilhas, espinhéis e vários outros equipamentos de #pesca, perdidos por acidente ou descartados intencionalmente no #oceano, são responsáveis pela mutilação e morte de diversas espécies de #peixes, #crustáceos, #baleias, #tartarugas, #tubarões e outros animais marinhos (deslize para a esquerda).

 

As redes abandonadas, seja pela pesca industrial, artesanal ou esportiva, podem continuar capturando organismos por mais de 20 anos, com altas taxas de mortalidade (de 73% a 100%). Nesse tempo, os próprios animais já capturados servem de iscas para atrair novos animais para a armadilha, aumentando sua eficiência e a extensão do dano.

 

A pesca fantasma reduz a quantidade de peixes no oceano, sem gerar benefícios socioeconômicos. Além de atingir indiscriminadamente espécies sem interesse comercial direto, vulneráveis ou ameaçadas de extinção.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (@fao), cerca de 640 mil toneladas de petrechos de pesca são abandonados anualmente nos oceanos. Esse valor tende a crescer à medida que a capacidade e o esforço de pesca continuam aumentando.

 

Como se não bastasse, a decomposição desse material, em sua maior parte feito de plástico, contribui com outro problema o aumento de microplástico no oceano.

 

O que pode ser feito para reduzir esse problema?

 

 

Registros de @vini.giglio da retirada de rede de pesca fantasma dentro do Refúgio de Alcatrazes que é , em 07/12/2019.

 

Escrito por Mariana Thévenin

 

Fonte

 

Jéssica Link et al. 2019. Abandoned, lost or otherwise discarded fishing gear in Brazil: A review | Link

 

FAO, 2009. Abandoned, lost or otherwise discarded fishing gear | Link

 

#pescafantasma #ghostfishing #fao #lixomarinho #animaismarinhos #worldanimalprotection

 

As correntes marinhas são o movimento da água do mar assim como os ventos são o movimento do ar na atmosfera. Existem correntes de diferentes proporções. Algumas são grandes fluxos que atravessam os oceanos enquanto outras surgem localmente nas barras dos rios devido às marés.

 

Em todo o litoral do Brasil, existem duas correntes oceânicas principais: a Corrente do Brasil que flui para sul até a costa do Uruguai e a Corrente Norte do Brasil que segue para norte em direção ao mar do Caribe. Ambas são originadas quando o ramo sul Corrente Sul Equatorial – a mesma que o Amyr Klink pegou carona quando atravessou a remo da África para o Brasil - chega próximo à costa brasileira e se bifurca na região que abrange o norte da Bahia e a fronteira entre Sergipe e Alagoas.

 

Por mais que a gente tenda a imaginar isso, a bifurcação de uma corrente oceânica não é como um desvio bem definido na estrada. Existem muitas variações na localização e no comportamento das correntes, em intervalos de tempo menores e maiores. Foram essas variações que permitiram que o petróleo que chegou na costa do Brasil fosse transportado primeiramente para norte e depois para sul – segundo os principais estudo realizados.

 

 

Mais próximo à costa a circulação é principalmente impulsionada pelo vento e pode sofrer variações sazonais na direção, mas isso é assunto para uma próxima conversa.

 

 

Escrito por Mariana Thévenin

 

Referências:

- Silveira et al., 2000. A corrente do Brasil ao Largo da Costa Leste brasileira | link

 

- Silveira et al., 1994. On the origins of the North Brazil Current | link

 

Enquanto boa parte da população e o governo se faz essa pergunta, o #óleo se espalha. Desde o dia 30 de agosto, a chegada de densas manchas de óleo no litoral #nordestino vem sendo registrada. Já se passaram dois meses e medidas efetivas para evitar que o óleo alcance regiões cada vez mais extensas e sensíveis do nosso #litoral ainda não foram tomadas.

Esse desastre ambiental coloca em risco os organismos marinhos e toda a população costeira, especialmente as populações vinculadas à #pesca e à #mariscagem. São as comunidades mais vulneráveis, que dependem diretamente dos #recifes e #manguezais, que pagam essa conta da forma mais cruel – tendo seu sustento e sua saúde ameaçados. Mas o impacto à pesca, ao #turismo e à saúde pública vai muito além disso, afeta todo o país e pode durar muitos anos!

Segundo o Plano de Contingência Nacional (PNC) de 2013: “Enquanto não identificado o poluidor, os custos relativos às atividades de resposta e mitigação serão cobertos pelo Poder Executivo Federal.” Está na lei. Compete ao #MMA, em conjunto com #IBAMA, #Marinha, #ANP entre outros, agir de forma efetiva para mitigar os danos.

Não sabemos o quanto de #óleo ainda está por vir, mas sabemos que as correntes marinhas e os ventos estão transportando esse material cada vez mais para sul. Agir rápido é crucial para evitar danos ainda maiores nos ecossistemas marinhos. Vamos esperar chegar em #Abrolhos?

 

 

📸 @oceanauta_