• Marina Carvalho

A difícil tarefa de definir um livro como clássico

Updated: Mar 27

 

Clássico ou não, o importante é cultivar o hábito de ler

 

 

Muitas pessoas me perguntam o que faz uma obra se tornar clássica. Outro questionamento frequente diz respeito à importância dos livros clássicos no cenário da literatura. Para mim são duas indagações muito pertinentes e que merecem análise.

 

Costumo dizer que os clássicos são atemporais. Mas essa resposta muitas vezes não basta para sossegar as dúvidas principalmente dos jovens leitores. Porque, na verdade, o que eles querem saber é o que faz um livro se perpetuar ao longo das gerações.

 

São vários os fatores de autenticação ou de desabono de uma obra: a opinião pública a seu respeito, os questionamentos levantados pelos críticos, as provocações que ela desperta - ou não - na sociedade, entre outras tantas que servem de parâmetro para se dizer se a obra merece o título de clássico da literatura.

 

Em resumo: a boa história perdura, mantém-se em discussão "eterna", não cai no esquecimento e se torna referência para os novos escritores. É por isso que Shakespeare é chamado de imortal. E Camões. E Victor Hugo. E Gonçalves Dias. E Guimarães Rosa. E, e, e...

 

Se conseguirmos entender essa questão, torna-se mais fácil compreender - e aceitar - a necessidade de se ler os clássicos. Não podemos desprezar nosso passado, e os livros antigos são a nossa ponte com o que já se foi. Literatura é história e a história é o que nos faz ser quem somos hoje.

 

A linguagem pode ser arcaica, os enredos, fora de moda. No entanto é essa a verdadeira máquina do tempo, que nos leva a viajar por todas as épocas como se tivéssemos vivido nelas.

Por tudo isso, pessoal, e muito mais, É FUNDAMENTAL LER OS CLÁSSICOS, sim!

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