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Amo mais que chocolate

 

 

 

Hoje em dia entendemos como amor o fato de nos sentirmos bem. Se eu não me sinto bem ao lado do meu cônjuge, sinto-me no direito de me envolver com outra pessoa que me faça bem. Se o marido, por exemplo, não se sentir bem dentro de casa, ele se sente no direito de procurar outra pessoa, outra casa, ter filhos fora do casamento, para que assim se sinta bem.

O amor está associado com as emoções, mas isso está errado. O amor foi criado com princípios e com propósitos que foram distorcidos pelas culturas, pela sociedade, pelas pessoas, e assim temos a tendência de acreditar na forma errada do amor. As emoções são importantes, são belas, mas não podemos nos basear apenas nas nossas emoções, pois elas são traiçoeiras, enganosas e podem nos levar ao erro. “... enganoso é o coração, mais do que todas as coisas...” (Jeremias 17.9).

No livro Princípios de relacionamento de Jesus, o autor diz que o amor não é somente sentimento, e sim comportamento. Ele diz que quando Jesus nos ordena a “amar uns aos outros”, Ele não nos manda ter um sentimento de amor pelos outros, mas uma atitude de amor uns para com os outros. Precisamos entender que uma atitude de amor, estarmos dispostos a agir com amor uns com os outros, trará o sentimento de amor, mas o contrário nem sempre é verdade. Não é ter primeiro o sentimento para depois ter o comportamento, mas primeiro agir com amor, e assim o sentimento brotará. Fica mais fácil entender sobre amar o inimigo e o cônjuge todos os dias, e não deixar o amor acabar, se agirmos com amor, mesmo que não haja o sentimento.

Deus nos amou primeiro, mas Ele não só teve o sentimento de amor como demonstrou o amor através do comportamento. Ele enviou Jesus por amor a nós. Ele demonstrou esse amor mesmo sabendo que poderíamos escolher não amá-lo. Mas mesmo assim enviou Jesus, pois escolheu nos amar primeiro.

Assim precisa ser no casamento, precisamos escolher amar. Sim, escolher agir com amor, todos os dias, aprendendo a fazer o que o nosso cônjuge ama, para fazê-lo feliz e assim cumprirmos o que está escrito em Gênesis: “… e serão ambos uma carne”.

Se começarmos a demonstrar o amor ao nosso cônjuge e não esperarmos que ele faça isso por nós primeiro, experimentaremos o amor crescendo dentro de nós. Além disso, viveremos os melhores dias do nosso casamento. Seguindo o exemplo do nosso Pai, que enviou Jesus demonstrando seu amor por nós, pratiquemos isso todos os dias de nossa vida no casamento. Muitos casais que se separam dizendo que o amor “acabou” não entenderam ou não quiseram lutar por aquilo que poderiam evitar. Se o amor é um comportamento, ou uma decisão, podemos evitar que ele acabe. Por isso, a minha oração é que você não “deixe” o amor acabar, mas cultive-o todos os dias, plantando, regando, podando, praticando-o com comportamento, agindo com amor.

Para encerrar, quero dar uma dica: descubra o que seu cônjuge gosta que você faça para que ele se sinta amado. Se você fizer, além de agir com amor, demonstrará o amor na maneira que ele entende.

#Amor