• Ulisses MRF

ESPECIAL OSCAR 2019 - MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Updated: May 23

 

 

 

Pode ser um verdadeiro clichê jornalístico dizer que os filmes indicados para determinada categoria do OSCAR são muito bons… A escolha dos membros da academia nunca parece ser tarefa fácil, ainda mais quando eles devem levar em consideração bons filmes, críticas diversas, relações pessoais entre artistas, reconhecimento de grandes artistas ainda não premiados e também temas do momento que influenciam suas escolhas.

 

Em 2019 na categoria de Roteiros Originais a coisa não é diferente. Os filmes indicados nessa categoria estão diretamente relacionados com temas e questões da contemporaneidade que aparecem cada vez mais na mídia e têm se relacionado diretamente com o mundo hollywoodiano. Lidando com as mudanças climáticas e a ascensão das igrejas neopentecostais no ocidente há No Coração da Escuridão (First Reformed, 2017), explorando a ascensão de um personagem político de extrema importância na história recente e relacionando com os jogos de poder e dinheiro nos Estados Unidos da América, Vice (Vice, 2018) também concorre nessa categoria. Ainda sobre questões políticas, mas em outro espaço-tempo, a história da Rainha Anne e sua relação com a nobreza e o parlamento inglês em um momento de crise coloca em questão o papel das mulheres na política e as relações sociais em que estão inseridas em A Favorita (The Favourite, 2018). Outra filme com perspectiva em um papel feminino está em Roma (Roma, 2018), onde é apresentada a vida de uma empregada doméstica e uma dona de casa durante o divórcio e as convulsões sociais do México nos anos 1970, por fim, ainda na América, agora nos anos 1950, Green Book - O Guia (Green Book, 2018), expõe o racismo velado e escancarado dos Estados Unidos e coloca na balança o desrespeito, as relações pessoais e a possibilidade de mudança.

 

 

ROMA:

 

 

 

 

A história de Roma é construída entre o silêncio da personagem Cleo (Yalitza Aparicio), as perguntas que outros respondem por ela, planos da casa e de seus objetos, correrias das crianças e representações das diferenças sociais do México no início dos anos 1970. Como uma autobiografia, o roteiro do também diretor Alfonso Cuarón destaca o dia a dia de uma família de classe média na Cidade do México com suas duas empregadas, seu motorista, seu cachorro e suas quatro crianças. Os pais têm bons empregos, um médico e uma química, a presença da avó garante os mimos das crianças, os brinquedos, os livros e a televisão são elementos que fazem parte desse universo. A escolha de falar sobre a vida simples da pequena Cleo faz com que tudo isso entre em perspectiva.

 

Acompanhar as tarefas diárias, o desconforto em situações em que a classe social e a etnia não são comumente vistas, a desilusão amorosa, o abandono e uma gravidez indesejada, Cuarón coloca o espectador na pele de Cleo de uma maneira muito bem sucedida. Sua relação com os patrões e a família revela em Cleo um pivô que oscila entre seu individual, seus problemas, seu silêncio e expectativas e por outro lado a situação de sua gente marginalizada, explorada e oprimida, os seus deixados nos fundos e tratados como o “quase membro da família”.

 

Auxiliado em grande medida pela parte técnica do filme, com sua fotografia marcante e seus planos sequência, o roteiro de Roma faz crescer a angústia e o desespero em quem assiste. São as cenas de maior sofrimento, muito bem coreografadas e preenchidas por diálogos que se fazem críveis, que mostram o desespero de Cleo e sua ausência de apoio. É quando fica mais evidente a centralidade da questão das desigualdades e diferentes importâncias que carregam o filme todo. As relações de amor aparecem dos dois lados da casa, na sala principal Sr. Sofía (Marina de Tavira) é abandonada pelo marido que parte para uma aventura amorosa, nos fundos, Cleo engravida de um rapaz envolvido em movimentos contrários às manifestações sociais do México. Na sala a senhora provém da maneira que pode a família que agora cuida sozinha, mas é muitas vezes nos fundos que o filho mais novo vai buscar carinho e atenção.

 

Ao relacionar esses dois universos e fazer uma escolha das situações que deseja representar e da perspectiva que deseja representar, Cuarón preenche seu filme de atualidade, de debate e de importância no cenário das discussões políticas, sociais, raciais e econômicas da América. Esse discurso vai além do universo da obra e está presente também em suas escolhas de atores, sua produção centrada fora dos EUA e também no lançamento em uma plataforma que não é o establishment do cinema.

 

Roma faz quem assiste crer e pensar no que assiste, faz sofrer e olhar para a própria casa e para sua condição. Faz olhar para o outro e não sentir só a pena, a injustiça, mas também a força e a resiliência de quem acorda mais cedo para colocar o café na mesa.

 

 

A FAVORITA:

 

 

 

 

Também centrado em papéis femininos, A Favorita (The Favourite, 2018), traz para as telas as disputas jogos de sedução e poder que rondavam o reinado da Rainha Anne da Inglaterra. Com atuações marcantes do triângulo de mulheres que coroa este filme, o roteiro de A Favorita consegue trabalhar com diversos gêneros e surpreende pela envolvência que a história adquire com o passar dos capítulos.

 

Deborah Davis e Tony McNamara, com a direção de Yorgos Lanthimos, mostram a ascensão de Abigail (Emma Stone), do sofrimento de uma família decadente, para o posto de 2ª mulher mais importante da Inglaterra, a favorita da rainha. Enquanto isso ela disputa pela posição com Lady Sarah (Rachel Weisz) que se mostra relutante, mas esperta para tentar fazer o jogo pender para seu lado frente à rainha Anne (Olivia Colman), que é sofrida, intensa e marcante.

 

O roteiro tem um tom leve de tensão e humor durante seus oito capítulos, a trilha sonora ajuda a medir qual vai ser o clima de cada uma das cenas. A inserção das temáticas políticas ajuda a dar sentido a alguns anseios e dúvidas de personagens. A personalidade da rainha que lida com isso mostra como é afetada e ao mesmo arrependida por certas escolhas e resultados. É apresentado um mundo de disputa, que seleciona seus personagens com rigidez para estarem ali, sem ao menos questionar quais são os limites do aceitável para alguns. Em meio a isso o destaque para as três mulheres coloca em questão suas posições e o que passaram para estarem ali, é quando surge a crítica e a possibilidade de reescrever a História.

 

A Favorita tem um roteiro ousado, redondo e aponta para questões de extrema relevância com exatidão e leveza. Ao apontar as bizarrices de uma nobreza extravagante em contraste com seus discursos políticos, o roteiro de A Favorita se torna uma ode às mulheres que conseguem sobreviver nesse meio com suas próprias escolhas e ferramentas. Em um momento em que Hollywood passou pela denúncia de diversos casos de assédio sexual envolvendo produtores e atores e atrizes estreantes, talvez esse filme venha para acertar algumas contas na academia e reiniciar o processo de seleção de grandes atrizes para grandes papéis.

 

 

NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO:

 

 

 

 

A surpresa dessa lista talvez seja um filme com a cara e o estilo de um filme gospel filmado em 4:3 estrelando Ethan Hawke e Amanda Seyfried, mas que subverte essa proposta e nos coloca de cara com um drama pessoal de um reverendo que não vê futuro nos rumos da organização em que está envolvido.

 

Paul Schrader, diretor e roteirista, é experimentado nos temas de dramas pessoais e dramas psicológicos nas telas, foi roteirista de Taxi Driver (Taxi Driver, 1976) e A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988) entre outros muitos filmes. Aqui, ele trabalha com os dilemas do Reverendo Ernst Toller (Ethan Hawke), da First Reformed, uma Igreja histórica nos Estados Unidos. A First Reformed está diretamente ligada à Abundant Life, uma organização também religiosa, mas moderna e financiadora de missões religiosas pelo mundo, uma igreja neopentecostal que constrói templos e organiza eventos em nada devedores de grandes produtores de mercado. O contraste entre as formas de religiosidade é marcante. As figuras de Toller, o reverendo da capela do século XVIII, e do Pastor Joel Jeffers (Cedric the Entertainer), diretor da Abundant Life, deixam esse contraste evidente, a pouca fala de Toller, seu ar pensativo, suas dúvidas e seus pensamentos registrados em diário, enquanto Jeffers se vê envolvido com o governador, com industriais que financiam as obras da Igreja, com a gerência de um templo.

 

A entrada de Mary Mensana (Amanda Seyfried) na vida de Toller acontece de maneira crível, uma mulher em busca de aconselhamento religioso para o marido, um ativista ambientalista. É quando os dois homens passam a se relacionar que a trama do filme mostra a que veio e qual sua capacidade dramática. Em desespero pelo futuro da humanidade e do próprio filho no ventre de Mary, Michael Mensana (Philip Ettinger) encarna preocupações verdadeiras sobre a contemporaneidade. Poluição, superpopulação, extinção de animais, aquecimento global, tudo isso sai de sua mente e afeta o filme de maneira positiva, não se trata de um filme militante por si, o drama e a agonia de saber sobre essas coisas é o ponto principal. São temas que chegam a vida do Reverendo e então o fazem questionar e se escandalizar com os rumos que sua Igreja tem tomado.

 

Ernst Toller acaba envolvido com os diversos temas que Michael Mensana lhe apresenta, a utilização do computador do ativista não aparenta ser um auxiliar muito coerente para o roteiro, o Reverendo se apropria de objetos e posições do homem a quem aconselhava nos caminhos da fé. O envolvimento com Mary também não se explica exatamente pela angústia e amor que surgem do sofrimento de ambos, esse relacionamento se mostra parte importante do filme, mas sugere também que o Reverendo já não tinha suas certezas tão delimitadas.

 

Schrader, ao construir a tensão do fim do filme, leva a angústia para a raiva e a necessidade de ação, é uma exortação da iniciativa frente aos problemas que o mundo enfrenta. Entretanto, ele mesmo coloca os seus “poréns”. Há uma quebra de expectativa que denuncia ainda certo ceticismo com qualquer tipo de ação por uma causa nobre e a mensagem que fica no final é muito mais clichê do que se pretendia.

Além de certa frustração, um ponto a ser destacado para a corrida do OSCAR são exatamente os diálogos que colocam ideias em seus personagens e que demonstram o porque eles fazem o que fazem, não se trata de convencer quem assiste com uma militância desenfreada, mas sim embasar atitudes que muitas vezes convencem sim.

 

 

VICE:

 

 

 

 

Contar uma história baseada em fatos reais não é tarefa fácil. Retratar grandes personalidades no cinema pode sedimentar uma imagem positiva e negativa dessa pessoa para o grande público, principalmente se essa grande personalidade é afastada dos holofotes e atuou principalmente por debaixo dos panos. Esse é o caso de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos da América entre 2001 e 2009 no mandato de George W. Bush. O político republicano, empresário e orquestrador de grandes manobras políticas durante a Guerra ao Terror é vivido por Christian Bale, com direito a toda a transformação física que Bale já mostrou ser capaz em outras produções. Eles estão muito parecidos, Bale é o Vice (Vice, 2018)!

 

Com o roteiro, do também diretor Adam McKay, acompanhamos a trajetória política de Cheney e principalmente o destaque que sua esposa Lynne Cheney (Amy Adams) e de seu mentor Donald Rumsfeld (Steve Carell) têm como construtores dessa pessoa astuta e preparada para diversos problemas. A partir de um dia de bebedeira e um sermão da esposa na década de 1960, vemos como Dick se transformou e aproveitou diversas oportunidades políticas para se sobressair. É acompanhando parte da história recente dos Estados Unidos que vemos como Cheney se formou como político. O republicano soube aproveitar as oportunidades que o fizeram crescer dentro da Casa Branca a ponto de concorrer e ter mais influência que seu companheiro de chapa, Bush filho. Foi ele quem tomou decisões após o atentado do 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e do Iraque posteriormente, por exemplo.

 

Até o momento antes da eleição o filme tem um ritmo bastante rápido, a formação de Cheney é compactada em alguns momentos de insights dentro da política, de sermões motivacionais de Lynne e pouca coisa da formação teórico-política de Cheney. Ele vai de um simples oportunista a grande político influenciador e orquestrador de movimentos de governo. Tudo isso com pouca exemplificação de aportes materiais e teóricos que ele teria necessidade, esse é um ponto fraco do filme. Como um vice-presidente desse aporte teria aprendido tudo na prática? A história pode ser centrada em momento posterior, mas pelo menos iluminem mais ou menos o que ele estudou em Yale e Wyoming! Por outro lado, isso deixa claro como se faz a política americana, como a esposa dele, muito mais ambiciosa, tem destaque em um mundo majoritariamente de homens brancos, ricos e velhos.

 

A relação com Bush filho retrata no filme não poderia ser melhor. As metáforas visuais que o diretor incrementa às cenas de diálogo entre os dois são pontos muito positivos. O estilo documental e satírico do filme, rápido e informativo, apresentando cenas concomitantes nos EUA e nos países invadidos, traz grande potencial para o roteiro. Com algumas peças ao estilo do que foi feito em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013) e em A Grande Aposta (The Big Short, 2015), do mesmo diretor, o filme dá explicações de procedimentos políticos e artimanhas jurídicas com humor, leveza e, para aqueles que acham o sistema político americano complexo, certa simplicidade. Este é um ponto alto. O roteiro se faz acompanhável e toda a carreira de Cheney é relativizada com os males que causou mostrados na mesma tela. Definitivamente é uma biografia de oposição.

 

Em um contexto contemporâneo, o filme mostra algumas artimanhas dos republicanos e movimentos de extrema-direita nos EUA. O crescimento dos think-tanks e de políticas protecionistas e anti-tributárias. É uma espécie de prelúdio ao que viria após a Era Obama. O governo Trump está aí em Cheney com suas polêmicas, seu preconceito e interesses econômicos escusos em países de “terceiro mundo”. Por isso o filme é bom! Aproxima. Faz paralelos apesar de algumas peças faltantes no passado de Dick. Talvez a crítica agrade a academia do oscar em um momento de demarcação política, mas talvez não exatamente como melhor roteiro.

 

 

GREEN BOOK - O GUIA:

 

 

 

 

A amizade entre Dr. Shirley (Mahershala Ali) e Tony Lip (Viggo Mortensen) poderia acontecer em diversos outros lugares das Américas. Classes sociais diferentes, diferentes maneiras de ver a vida, relações familiares e sociais também muito diversas. Cores de pele diferentes. São um homem negro, erudito, músico de extrema capacidade, refinamento e educação, e um homem branco, bufão, macarrônico com tudo o que o estereótipo de migrante italiano tem para oferecer, ele não fica quieto. Esse contraste dentro de um carro por três meses viajando pelo Sul segregacionista dos Estados Unidos. Essa é a receita, muito boa e com toques de “fatos reais” de Green Book - O Guia (Green Book, 2018).

 

Roteirizado pelo diretor Peter Farrelly e pelo filho do italiano representado, Nick Vallelonga, Green-Book traz para quem assiste um retrato de uma época e uma discussão profunda sobre os limites da discriminação étnico-racial, do preconceito, do racismo.

 

O italiano, vivido de maneira fantástica e literalmente com peso por Viggo Mortensen, é como aquele tio das famílias de hoje com quem as novas gerações insistem em brigar por seus posicionamentos. Um segurança em uma boate de Nova York, Tony é racista e faz o que pode para colocar comida na mesa e dinheiro em casa. Ele aproveita a oportunidade de motorista, que lhe surge durante a reforma da boate, para ganhar uma grana, ainda que tenha de conviver com alguém que não deseja. Dr. Shirley é um exímio pianista, erudito e afastado do estereótipo comum (até questionado durante o filme) do músico negro que toca Jazz e Blues em bares com um cigarro e um copo de uísque. Convidado para uma turnê no sul dos Estados Unidos, Shirley precisa de um segurança e um motorista nessas terras onde seria facilmente atacado por ser quem é. Ele encontra isso e também uma companhia.

 

Acompanhando as conversas dentro do carro onde estão os dois, o filme coloca em questão diferentes posições, inverte situações que seriam mais esperadas e coloca em questão a possibilidade de mudar a cabeça das pessoas aos poucos. Os dois se aproximam, e conhecemos melhor cada um dos personagens quando eles apresentam ao outro aquilo que lhes aflige, dói e deixa felizes. As angústias que Shirley apresenta para Tony são também apresentadas ao espectador, assim como as dificuldades expressivas de Tony, apesar da boca sempre falante, são auxiliadas por Shirley. É no relacionamento entre os dois que a problemática do racismo e do preconceito se resolve. É no indivíduo e não na sociedade que Shirley espera resolver o problema. Em alguns momentos em que a raiva pelo que o músico negro está passando toma conta de quem assiste, as atitudes de Tony Lip não parecem tão ruins. Em comparativo é sempre possível dar uma suavizada para um comentário ou piada frente a um espancamento e racismo descarado. E esse é problema.

 

O roteiro consegue jogar muito bem com as posições de quem assiste, Tony é cativante, engraçado, idiota para dizer algo mais geral. Enquanto Shirley é sisudo e clássico, arrogante de certa forma. Mas Tony tem problemas que na atualidade não podem ser aceitos de forma simples, talvez nem com a perspectiva histórica que o filme coloca. Mas é preciso responder com firmeza a qual posicionamento vai ser tomado e isso o roteiro não deixa muito claro. Não é exatamente um filme anti-racista, mesmo quando tenta, talvez uma demonstração de relações humanas afetadas por questões culturais e sociais de uma época, mas isso ainda deixa a desejar para quem quer passar uma moral em seu final.

 

 

E O OSCAR VAI PARA…..

 

 

Considerando a tendência recente de escolha da Academia, que premiou Manchester à beira Mar em 2017 e Corra! em 2018, o filme que provavelmente levará o prêmio em 2019 será….A Favorita (The Favourite, 2018) de Deborah Davis e Tony McNamara.

 

O filme consegue balançar de maneira positiva o drama e a sátira de costumes em que se baseia. Apresenta de forma completa as personagens e desenvolve sua relação no microcosmo do palácio utilizando a montagem, os cenários e a trilha sonora.

 

É possível identificar um começo, um meio e um fim nas trajetórias das três personagens principais que estão em tela e os temas contemporâneos da política e da inserção das mulheres também aparece e tem extrema relevância dentro da obra e de seu desenvolvimento. Dessa forma a Academia escolhe o meio termo pela qual é caracterizada, nem algo que já foi premiado uma vez, como Vice e Green Book, que tem o estilo de filmes já produzidos e reconhecidos, tampouco algo que apela diretamente para questões de classes sociais ou questões religiosas, como Roma e No Coração da Escuridão.

 

Pessoalmente falando, minha escolha é A Favorita, também. Foi uma história que me surpreendeu e entregou as diversas ambições que colocou em minha cabeça durante seu desenrolar. Não é um conto de fadas da realeza nem uma piada descabida, tem a medida certa!

 

 

 

 

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