Como Planejar Melhor Meus Gastos Mensais?

Acabo frequentando muitos eventos, tanto para palestrar, como para aprender, e o mais engraçado é que em muitas dessas ocasiões, quando acabo conversando sobre o mundo do ”Dinheiro” com diversas pessoas dos mais diversos segmentos, acabo por encontrar vários perfis.

Dentre esses perfis, os mais comuns são pessoas que tem um capital, menor ou maior e querem investir melhor esse montante, pois acabam sofrendo com os retornos mínimos que seus bancos oferecem, e nesse caso acabo por indicar sempre meu sócio Rafael Grisanti, por ser a pessoa responsável de nossa empresa na pauta de investimentos.

E assim, acabo por focar mais num grupo bem comum, que são as pessoas que acabam por não conseguir ter um montante mínimo que seja para investir mensalmente e construir a tão sonhada tranquilidade financeira.

Desse segundo grupo, felizmente acabo por encontrar pessoas humildes no que tange conhecimento, e realmente querem aprender e modificar para sempre a sua conjuntura financeira, e sem dúvida acredito que a vontade de escutar e colocar em prática ferramentas diferentes pode sim ajudar qualquer pessoa a crescer.

Mas aproveitando o título do artigo e o comentário exposto no paragrafo acima, gosto de deixar um alerta, que é o fato de não terem e nem existirem fórmulas mágicas para gastar melhor o dinheiro, e por isso o maior exercício que temos que fazer é nos conscientizar, pois somente assim podemos sair de um ponto A, rumo a um ponto A+.

Sendo assim, nesse artigo quero fazer uma sugestão de planejamento financeiro para quem quer melhorar a sua situação financeira, e ao mesmo tempo está disposto a mudar a sua forma de tratar o dinheiro em seu cotidiano, e por isso quero falar sobre uma forma de planejamento através de percentuais pré definidos, por mim, ou por você.

O que quero dizer, é que na vida, acabamos gastando mais em alguns grupos financeiros, e menos em outros, o que não tem problema algum, até mesmo porque mudamos os nossos desejos e necessidades ao longo de nossa vida. O problema desse ponto é o fato de que gastamos por gastar, ou seja, sem nos conscientizar do motivo de tal gasto e nem do impacto dele em nosso futuro.

Sendo assim, para elaborarmos um planejamento financeiro, coloco a sua disposição a sugestão abaixo:

Digamos que você ganha R$ 1.000,00 por mês, sendo assim, responda:

  • Quantos % desse dinheiro você guardará antes mesmo de começar a pagar as suas contas?

  • Quantos % desse dinheiro você definirá como dinheiro para as contas da sua casa, tais como limpeza, contas gerais como água, luz, telefone, tv a cabo, além é claro do financiamento ou aluguel?

  • Quantos % do que você ganha, destinará para os gastos de alimentação e transporte?

  • Quantos % de sua receita ficarão para os seus gastos pessoais, como compras, e outros itens de cunho pessoal?

  • Quantos % você definirá em seu orçamento para gastos com educação, tanto seu como de sua família?

  • Quantos % você deixará disponível para gastos com diversão, lazer e viagens?

Essas perguntas são importante, e com isso criamos um padrão de planejamento, ou seja, sabemos o quanto do que ganhamos deve ser usado em cada lugar, e com isso conseguiremos definir um teto de gastos para cada grupo, assim como uma empresa faz ou deveria fazer.

É importante citar que se por ventura você definiu que nos seus gastos de alimentação e transporte seriam 30% do seu orçamento, quer dizer que R$ 300,00 (no caso de alguém que ganha R$ 1.000,00) deveria ser o teto de gastos para esse grupo. Não devendo passar desse valor, e em caso de economia nesse grupo, teríamos um valor a mais para guardar.

Se eu fosse definir o percentual em cada grupo para termos um ponto de saída, eu diria para:

10% ser destinado a reserva financeira

30% ser destinado aos gastos com a moradia

30% ser destinado aos gastos de alimentação e transporte

10% aos gastos com despesas pessoais

10% com Estudos

10% com diversão

Alguns podem me questionar do motivo de não ter um percentual para doações, e eu justifico de acordo com meu ponto de vista. Eu acredito que devemos sim fazer a diferença na vida das pessoas, que por “n” motivos não tiveram as mesmas chances que tivemos pelo desequilíbrio econômico e social presente no mundo, porém, acredito que para dar é preciso receber, ou seja, penso que é importante antes de mais nada você ter uma situação financeira equilibrada para após isso ir em busca de fazer o bem utilizando o dinheiro como ferramenta, e sinceramente, desejo que você tenha muito dinheiro, para prover cada vez mais o bem.

Mas enquanto você não consegue fazer o bem para a sua vida financeira, sugiro que ao invés de doar dinheiro, doe seu tempo em prol de algum projeto social.

Acredito que implementando os pontos expostos acima, dessa forma de planejamento financeiro, muitas pessoas passarão a cuidar melhor de seu dinheiro.

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