• accunha

Metamorfose ambulante

Teremos neste semestre dois livros a respeito do grande Raul Seixas (1945-1089). O primeiro será lançado pela editora Best Seller e seu autor é o jornalista Carlos Minuano. A obra Raul Seixas por trás das canções traz histórias sensacionais, como o encontro de Raul com Tancredo Neves, então candidato a presidente da República, e casos barra pesada, como a morte de um argentino, que traficava cocaína e foi assassinado em Copacabana, em 1979, no apartamento que alugava de Raul. Minuano fala da missa antes do sepultamento do cantor, invadida por uma centena de pessoas, que, gritando "Viva, viva, viva a Sociedade Alternativa!”, tentaram roubar o caixão, para que não enterrassem o ídolo.

O ano de 1972 foi importante para o rei do rock brasileiro, Raul Seixas.O ano de 1972 foi importante para o rei do rock brasileiro, Raul Seixas.
Raul Seixas. Imagem: Arquivo Nacional, Fundo Correio da Manhã.

Em novembro, está previsto o lançamento de Raul Seixas: Não diga que a canção está perdida (editora Todavia), escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros. A obra está repleta de revelações sobre períodos obscuros da carreira do cantor. Ainda sem data, está prevista uma cinebiografia, a ser dirigida por Paulo Morelli para a O2 Filmes. Raul morreu, aos 44 anos, de pancreatite. Ele vivia triste e solitário, com a saúde e as finanças em frangalhos. Seus discos estavam, em boa parte, fora de catálogo e a bibliografia sobre ele era escassa. Da morte para cá, Raul tornou-se uma lenda. Inspirou dezenas de livros, até edição psicografada (Um roqueiro no além, de Nelson Moraes). São obras sérias, diz Sylvio Passos, presidente do Raul Rock Clube. Amigo de Seixas, Passos é o guardião da memória do cantor e organizou o livro Raul Seixas por ele mesmo, lançado em 1990.

4 views