• accunha

Vale a pena assistir ao filme Kardec

 

Fundamentado na obra Kardec: A Biografia, escrita por Marcel Souto Maior, o filme Kardec conta a trajetória do professor francês HippolyteLéon Denizard Rivail (1804-1869), instituidor do espiritismo, no século 19, na França, de onde a doutrina se disseminou.  

Em geral, uma biografia interage os fatos que, desde a infância, foram vividos pelo personagem, principalmente os que o celebrizaram. Com Rivail foi diferente. O evento que o notabilizou lhe surgiu depois dos 50 anos de idade, quando ele, um progressista educador, teve inspiração intelectual, disposição física e talento para investigar um fenômeno paranormal recorrente, muito divulgado, de mesas que giravam, flutuando, e, quando se chocavam de volta ao piso, propagavam sons alternados, que correspondiam às letras do alfabeto. A coragem de Rivail, ao interpretar espiritualmente os episódios, projetou-o no mundo e através de gerações, como Allan Kardec, o codificador do espiritismo. O biógrafo Marcel Souto Mayor diz que o filme escolheu o melhor recorte da  biografia para contar a história do criador da doutrina espírita: — Gosto do filme porque é muito preciso e fiel. Pega o momento em que um professor cético se transforma em um missionário. E é também uma história de superação e de combate ao materialismo puro. Isso num mundo muito deprimido, como é o mundo em que vivemos. A cinebiografia, além de mostrar o que fez Rivail pensar diferente, mudar de vida e de nome para dar voz aos espíritos, relata a perseguição que ele sofreu por parte da ciência, igreja e imprensa. Quem assiste ao filme, praticante ou não do espiritismo, sente-se gratificado.  Esse desfecho compensador do filme faz jus à experiência do diretor Wagner de Assis, calejado nessa temática: ele foi roteirista de novelas espíritas (Além do Tempo e Espelho da Vida, ambas na Globo), e de outros longas, como Nosso Lar  e A Menina Índigo.

4 views